sábado, 10 de julho de 2010

Para frente Brasil, salve a educação!


Futebol: momento de prazer do ser humano, onde extravasa emoções contidas a respeito de todos acontecimentos sociais e particulares. Quanta felicidade! Em 2010 temos a Copa do Mundo de Futebol, coincidentemente, as eleições presidenciais. Que potência seríamos se toda a força do meio futebolístico, fosse igualmente converitda em prol do povo. O que ninguém vê, é que ambos acontecimentos são estritamente semelhantes.
O futebol movimenta milhões de reais anualmente, patrocinado por fontes privadas, altos salários e independente do resultado, os times e profissionais continuam com seus respectivos pagamentos. Espelhando-se nisso, por outro lado, temos a política: movimenta milhões, salários altos independente de resultados ou não. Ao que parece, o futebol se tornou tão corrompido quanto os meios públicos, sendo uma desculpa para a população.
Isso acontece porque não conseguimos separar o simples lazer do show da bola, das responsabilidades como cidadãos. O momento de assistir uma partida, exige menos criticidade coerente e empenho, do que no momento de impertinência política. Consequentemente, adotado pelos brasileiros, como analgésico para todas efeverscências sociais.
Com um nível de compromentimento e intelecto baixos, é maior a facilidade com que penetra nas camadas mais longíquoas da sociedade. O futebol chega lá, mais rapidamente do que a conscientização do próprio esporte, ou até mesmo, do que a alfabetização.
Não podemos julgar o futebol o único ópio do povo, como se ele fosse optado por autonomia. De certa maneira, é um dos poucos caminhos para a vazão da tensão. Contudo compatriotas, não guardem as bandeiras no final da Copa. Em outubro, devemos usá-las com a mesma voracidade inútil, pedindo mais uma vez por justiça, saúde e educação. Porém, de nada valerá, se o Brasil não for campeão.

Nadja Loch Zandonai

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